segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Não é uma questão ideológica, mas de lógica!
Com Dilma o Brasil avança e com Aécio Retrocede.

Por João Ricardo Nogueira

No 1º turno destas eleições, declarei meu apoio a candidata Marina Silva, pois nenhum dos dois candidatos que agora estão no segundo turno, representam minhas escolhas para o Brasil. Porém no dia 26, nós brasileiros vamos ter que escolher um dos dois caminhos PT ou PSDB?

Aqueles que me conhecem, sabem que ainda adolescente iniciei minha militância política através do engajamento no movimento estudantil no Rio de Janeiro e continuei em Mato Grosso para onde me mudei. Desde o período do impeachment do Collor, até os dias de hoje, tenho acreditado na utopia de um país melhor, mas melhor para todos!

Assim como muitos, acompanhei de modo crítico os mandatos do PSDB com FHC, e na sequência do PT com Lula/Dilma. Bem como me lembro bem do período do Itamar Franco. E quem assim como eu vivenciou estes dois modelos de governo, sabem muito bem o grande abismo de diferença entre eles.

Nesta eleição criou-se uma verdadeira barbárie política, as pessoas estão raivosas e cada vez menos abertas ao debate de idéias, repetem sem qualquer reflexão frases feitas, e se fecham ao debate real pautado em informações concretas e fatos reais.

Neste segundo turno, com mais esta repetição da dicotomia PT/PSDB, um fato tem me chamado a atenção, percebo que a maioria dos críticos do atual governo (PT), refiro-me aos críticos de Facebook, sequer vivenciaram o governo anterior (PSDB), mas hoje afirmam categoricamente que era melhor. Será?

Não vou tratar de assuntos como corrupção, aborto, drogas e homosexualismo. No primeiro tema nenhum dos dois lados tem autoridade moral para falar um do outro, seria como "o sujo falando do mal lavado", talvez um mais sujo que o outro, mas ambos contaminados pela peste da corrupção. Já nos temas aborto,  drogas e homosexualismo, os dois candidatos já se posicionaram anteriormente com defesas exatamente iguais, portanto não há divergência real entre os dois nestes temas. 

Falando destas eleições, tem muita gente com amnésia neste país, se esquecem que o PSDB/FHC assumiu o país com uma dívida pública equivalente a 38% do PIB, dívida formada em toda história anterior ao governo tucano, e em apenas 8 anos de governo do PSDB, esta dívida chegou a 78% do PIB. Não se lembram de milhares de indivíduos com curso superior fazendo fila para um concurso de gari, numa época em que o Brasil era o 2º país do mundo em DESEMPREGO. Não se lembram que a inflação média do governo de FHC era 44% maior que a inflação média do governo Dilma. Se esqueceram do sucateamento feito com as Universidades Federais e também com as Escolas Técnicas Federais. Não se recordam do arrocho salarial que imperava no país. Não se lembram que o salário mínimo equivalia a U$70 (Setenta dólares) e hoje equivale a U$325 (Trezentos e vinte e cinco dólares). Muitos não lembram que na ineficiente gestão de FHC, o país teve que pedir dinheiro ao FMI para não quebrar. As pessoas parecem não saber que quem criou o fator previdenciário foi o PSDB.

Aí uns vão dizer: Ah, mas a corrupção está insustentável na gestão do PT, e novamente a amnésia ataca, pois se esquecem dos maiores casos de corrupção que este país já viu, como a Privataria Tucana, Caso Sivam, O Caso da Pasta Rosa, Mensalão Tucano, Máfia do Cachoeira, Cartel dos Metrôs SP e DF, têm até escândalo com réu confesso como o da Compra da Reeleição de FHC no qual deputados confessaram ter recebido R$ 200 mil por voto (Na época havia paridade com o dólar, ou seja podemos dizer que cada voto comprado custou U$200 mil dólares).

Ah, mas isto é do governo FHC, vamos falar de Aécio, bom então podemos começar falando do Desvio das Verbas da Saúde mineira em sua gestão, ou podemos citar o Aécioporto de Cláudio, Favorecimento da Rádio de Aécio nas verbas publicitárias de minas, podemos também citar o Nepotismo tanto dos parentes de Aécio em sua gestão, como o dele ser funcionário fantasma do pai em Brasília morando no Rio de Janeiro, tem também o Mensalão mineiro envolvendo diretamente lideranças tucanas de minas ligadas a Aécio, tem também o caso de um corpo executado com um tiro na nuca, encontrado em Sítio do Aécio, crime este nunca investigado, segundo denúncia formal feita pelo Policial Civil de minas Lucas Gomes de Arcanjo. 

Achou pouco tem mais, muito mais...

Mas derrepente a grande mídia e a elite brasileira, estão manipulando a cabeça das pessoas mesmo contrariando os fatos. Fazem do Aécio o super herói que vai acabar imediatamente com todos os problemas do país com seus super poderes, como se ele fosse mágico. Mas está claro que eleger Aécio Neves, constitui-se em um grave erro político, pois nada mudará sua origem política e a natureza de de sua candidatura, que representa o estado mínimo com a desconstituição dos direitos sociais.

Obs. Quanto a Marina Silva, esta "representava" na política brasileira uma utopia que valia a aposta! Com uma trajetória de esquerda, tentava conciliar a defesa do meio ambiente ao desenvolvimento sustentável e a inclusão social. Se auto denominou de "A nova política", mas seu discurso veio a óbito ao declarar apoio ao campo mais retrógrado da velha política, o que marcará para sempre a sua história.

domingo, 16 de março de 2014

Pensar fora da caixa
Racionalizar fora dos padrões é mais que um diferencial 
hoje em dia, é uma questão de sobrevivência!

Por João Ricardo Nogueira

Durante toda nossa vida são construídos corredores ideológicos que funcionam como túneis, que delimitam o fluxo da nossa vida. A maioria das pessoas sequer nota, e muitas - quando percebem - escolhem seguir a correnteza sem questionar, por ser considerado normal.

Robert Kiyosaki, famoso escritor e autor de grandes Best Sellers como “Pai Rico, Pai Pobre”, tem uma famosa frase onde diz que: “As pessoas mais ricas do mundo constroem redes, as outras são treinadas para procurar emprego.”. Vivemos em uma sociedade com muitos padrões pré-definidos, que produzem comportamentos padronizados e que normalmente geram resultados padronizados. Porém os resultados podem ser transformados, na medida em que nos permitimos ter novas experiências, que acabam por transformar nossa mente antes também padronizada.

A grande dificuldade nesta transição é ter a CORAGEM para sair do óbvio. Afinal, o óbvio aparentemente representa um território mais seguro, frequentado pela maioria e com menos riscos de acidentes de percurso.

O problema de se manter no caminho do óbvio, é que ele te conduz ao mesmo destino da grande maioria. Mas não queremos o resultado comum, afinal temos os nossos próprios sonhos, não é mesmo? Porém, querer conquistas diferentes comportando-se como a maioria, é no mínimo um sinal de insanidade.

Particularmente tenho uma grande vantagem, sou da geração da mudança!
Em minha infância, não tínhamos internet, tablet, smartphone, nada dessa centena de artefatos tecnológicos. Brincávamos na rua com bola, pipa, carrinho de rolimã, enfim brincadeiras da minha época. Mas também sou da geração que foi às ruas pedir pelo impeachment, que viu nascer a internet, o celular e quase tudo que temos de mais moderno hoje.

Por isso sou de uma geração que acredita na mudança, e que sabe que é possível mudar. Não apenas o mundo à nossa volta mas também mudar a nossa própria história pessoal, traçar novas rotas, a caminho de destinos ainda desconhecidos.

Poucos meses atrás eu era um exemplar funcionário de uma grande empresa de telecomunicações, e gostava muito do que fazia, e fazia muito bem feito!
Tinha muito orgulho de sempre conseguir cumprir e na maioria das vezes até superar minhas metas, e almejava muito seguir carreira naquela grande empresa.

Mas de repente, como em um passe de mágica tudo mudou, percebi uma grande oportunidade de melhorar minha vida, e comecei a sonhar com um futuro diferente. No começo tive muitas dúvidas, tive medo e muito receio de jogar tudo pro alto e arriscar-me em um novo terreno, que jamais havia trilhado, onde tudo seria novo e desafiador.

Quando compartilhei minhas intenções com alguns colegas, de sair da empresa e me arriscar em uma oportunidade sem garantias, alguns pensaram que no mínimo eu tinha perdido a sanidade, afinal porque fazer isso?

Foi aí que lembrei-me de um pensamento de Bob Marley que dizia que: 
“É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida.”

Inspirado, naquele dia fui para casa dominado por um espírito de aventura, conversei com a minha benção (minha esposa), que pela graça de Deus me deu total apoio, dizendo que me apoiaria seja qual fosse minha decisão. Isso era tudo que eu precisava ouvir, no dia seguinte comprei uma passagem para o final de semana seguinte e fui atrás desta grande oportunidade que mudaria minha vida.

E foi assim que eu conheci o VERDADEIRO MMN - Marketing Multi Nível, e tomei a arriscada decisão de me desvincular do mercado tradicional para me aventurar neste novo e estranho mundo, sem um salário no início do mês, sem plano de saúde pago pela empresa, sem meu polpudo ticket alimentação e refeição, previdência privada, sem participação nos lucros, etc.

No começo estava muito empolgado, perdia o sono fazendo planos para o futuro com os ganhos que ainda iria ter. Mas como não tinha experiência neste mercado, os resultados não aconteceram no primeiro mês. No segundo comecei a ter alguns resultados, mas ainda muito aquém do que imaginava, momento em que cheguei a pensar que tinha feito a maior besteira da minha vida e quase desisti.

Por precaução, no terceiro mês eu comecei a enviar alguns currículos, só por precaução, e no mês seguinte estava participando de um ótimo processo seletivo para um excelente cargo em uma grande empresa. Pra ajudar, a oferta de ganhos era pouco mais que o dobro do meu melhor salário na antiga empresa, porém teria uma rotina mais exigente que tinha em meu emprego anterior, com uma atuação rotineira em três estados, ou seja, na prática viajando a semana toda e somente os finais de semana em casa.

Havia marcado para este mesmo período a vinda do meu patrocinador na empresa de MMN à minha cidade, e seria minha grande chance de fazer acontecer. Tinha que optar, se aceitasse o convite de emprego teria que viajar já na semana seguinte para fazer um treinamento inicial na matriz da empresa, e assim teria que cancelar a vinda de meu patrocinador em minha cidade.
Mais uma vez, contra todas as apostas, joguei tudo para o alto e me arrisquei novamente, resolvi apostar tudo no MMN. Três meses depois, com muito esforço e dedicação, minha renda de uma única semana foi de um valor pouco superior ao equivalente a 3 meses da minha antiga renda mensal na empresa de telecomunicações que trabalhava antes.

Não quero com este texto, dizer que é fácil fazer MMN, mas sim afirmar que existe um preço a ser pago, e na maioria das vezes não é barato. Mas aprendi que da mesma forma que o sucesso tem seu preço, o fracasso também tem o seu, só que mais caro. E o que temos que fazer é apenas escolher se queremos pagar o preço do sucesso ou do fracasso. Eu fiz a minha escolha pelo sucesso, e você, qual escolha fará?



Cheque recebido em evento da Wor(l)d
U$ 16.155,20 dólares, soma dos meus ganhos semanais no mês.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quando os Brasileiros Vão Aprender?
E parar de acreditar em contos de fadas do tipo “ficar rico sem fazer nada”!

MMN X PIRÂMIDE
Por João Ricardo Nogueira

Virou moda no Brasil usar o nome do Marketing Multinível (MMN) ou Marketing de Rede. Basta abrir uma nova empresa, dizendo que, esta sim, é a nova revolução do mercado, e que todos vão ficar ricos, “sem trabalhar, (é claro!)”, que logo chovem cadastros de pessoas “iludidas” que acreditam em contos de fadas de ficar rico sem ter de batalhar.

Pois, para quem assim pensa, tenho algo a dizer: “Acorda meu povo! Isso não existe.” Saiba por quê:

O Marketing Multinível ou Marketing de Rede é um trabalho sério, honesto, regulamentado em vários países do mundo, e normatizado por entidades como a DSA, que, desde sua fundação em 1910, vem regularizando o setor de vendas diretas, e, juntamente com a FWDSA, fundada em 1978, trazendo seu código de ética, como principal instrumento de normatização deste setor em nível mundial.

Há alguns meses, a justiça brasileira começou a intervir nessas empresas, e tem realizados centenas de investigações contra as que atuam nesta linha de oferecer milagres financeiros. (E, de repente a justiça tornou-se a principal vilã, pois afinal é ela quem fez, e está fazendo intervenção nestas empresas milagrosas).

Entretanto é estranho que ninguém fale das empresas que ainda não sofreram intervenção judicial, mas que, mesmo assim, não tiveram sucesso em fazer as mágicas prometidas aos milhares de “iludidos” pelo dinheiro fácil, que se associaram a estas empresas.

Já passa da hora de as pessoas enxergarem a realidade dos fatos. Não existe Marketing Multinível com ganhos fixos. O nome disso é Pirâmide de Ponzi, e, querendo você ou não, isso é ilegal, pois se trata de golpe no qual o resultado sempre será o mesmo, ou vai quebrar por si só.  Afinal, não existe lastro financeiro (pois as contas não batem), ou será bloqueado pela Justiça Brasileira.

Então, Pare de buscar projetos "Milagrosos" do tipo “fique rico ou ganhe dinheiro sem fazer nada”.  Você realmente ainda acredita nisso? Existem ganhos sem trabalho?!  Não construa seu castelo na areia. Amanhã ou depois ele, com certeza, se irá desfazer.

Lembre-se de que demoramos muito para conquistar a credibilidade com nossos familiares e amigos, mas podemos perdê-la em apenas um dia!

Pare de acreditar em promessas de "Falsos Líderes”. Estes são estelionatários e só querem ludibriar pessoas honestas, com o único intuito de enriquecimento próprio! E, pior ainda, que usam o nome de Deus para conquistar credibilidade para seus golpes! Não se engane. Lembre-se o que diz a Bíblia: “Do suor do seu trabalho comerás”. (Gên.3,19)

O Verdadeiro líder é aquele que te ensina a ganhar dinheiro honestamente, ou seja... TRABALHANDO. É aquele que te dá treinamento, dicas e estratégias de venda, SUPORTE, e, acima de tudo, exemplo de transparência, honestidade e de compromisso com os seus liderados!!

Quer realmente mudar sua vida com o MMN? Procure uma empresa séria com um projeto sólido, seguro e, acima de tudo, sustentável! Busque empresas que sigam o código de ética da FWDSA, associadas a entidades como DSA e ABVD, pois neste setor esse é o melhor selo de qualidade que se pode exigir.

Sucesso a todos!



Alguns sites que publicaram este artigo:
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sábado, 3 de novembro de 2012

Privatização, ou acumulação por Roubo?                                                          Por João Ricardo Nogueira*


Para retirar o mundo capitalista da estagnação e crise econômica, a solução encontrada nos últimos anos, foi ampliar os campos de atuação e lucro da iniciativa privada para os diversos setores econômicos que até então eram vistos como direitos, e por tanto garantidos e geridos pelo estado.

Ou seja, a transferência dos direitos através de concessões, e das propriedades públicas através das privatizações, tornaram-se corriqueiros. Vale ressaltar que estes direitos e patrimônios públicos, foram conquistados com muita luta da sociedade, em especial das classes menos favorecidas. Assim, o domínio do capital privado acumula-se através de uma espoliação, que é contrária ao bem coletivo. Assim, conclui-se que a transferência das obrigações e direitos públicos para a iniciativa privada, é um privilégio a determinados grupos econômicos, em detrimento da população que destes serviços precisam.

O argumento na defesa das políticas privatizantes, tem sido o de que as estatais seriam improdutivas, dariam prejuízo (e estariam sempre endividadas), seriam usadas como cabides de emprego, seriam um canal propício à corrupção, e só sobreviviam devido aos subsídios governamentais, entre tantos outros argumentos utilizados para nos enganar, pois contraditoriamente aos argumentados, sempre foram privatizadas as empresas lucrativas. Como foram os casos, na época, da Companhia Vale do Rio Doce e da Companhia Siderúrgica Nacional, que eram empresas muito lucrativas e competitivas.

Só para se ter uma idéia, a Vale do Rio Doce foi sub-avaliada e doada, por apenas R$ 3,3 bilhões. Para se entender o que este valor significava, era menos do que o lucro da empresa em apenas três meses. No ano em que foi leiloada, o lucro líquido da empresa foi de R$ 12,5 bilhões, mais de três vezes o valor de sua venda, sem falar que cerca de um ano depois, a mesma estava avaliada no mercado por R$ 120 bilhões. Na verdade, ela nunca valeu apenas R$ 3,3 bilhões, ou alguém acredita que seus compradores conseguiram a mágica de em apenas um ano, conseguirem um crescimento recorde de mais de 3.636%, pouco mais que 36 vezes o seu suposto "valor original" de venda?

Vale ressaltar que, a corretora Marril Lynch (que a avaliou a estatal) foi acusada de sub-avaliar as jazidas e o conjunto do complexo industrial da Vale, com patrimônio superior a R$ 100 bilhões, mais tarde descobriu-se que a corretora Marril Lynch, era ligada à empresa Anglo American, participante do leilão.

Na época, diziam que os recursos captados com as privatizações serviriam para diminuir a dívida pública, mas, contraditoriamente, a própria política de juros altos, adotada para conter a inflação e atrair investimentos externos, levou a uma elevação da dívida em valores superiores aos supostamente conseguidos com as privatizações, inviabilizado em pouco tempo o suposto objetivo inicial. Digo supostamente pois na grande maioria dos casos o dinheiro para a aquisição das estatais "doadas", vieram do próprio  governo através dos empréstimos do BNDS, o que alias precisa ser checado se estão sendo pagos.

Mas o pior deste processo, alem é claro da "doação" do patrimônio público com esta "estória" pra boi dormir, é que ainda criaram na opinião pública, o senso comum (aquilo que tendemos a repetir, sem termos realmente conhecimento a respeito de maneira mais profunda), de que este seria o melhor caminho, afinal o estado continuaria a ter o controle da qualidade dos serviços privatizados, através das agências reguladoras, que hoje na prática são inversamente dominadas pelos regulados.

Em Cuiabá estamos vendo esta fatídica história se repetir com a privatização da SANECAP, que foi adquirida pela CAB Ambiental por apenas R$ 516 milhões, valor este que ainda será pago parceladamente, sendo R$ 140 milhões em dois anos e o restante a longo prazo. Só para se ter uma idéia do absurdo, com esta privatização, Cuiabá deixou de receber aproximadamente R$ 300 milhões do PAC, que seriam investidos no saneamento de Cuiabá. Isto para não falar que nos últimos meses após a venda, já se prevê que a CAB deve chegar ao final de 2012 com um faturamento de aproximadamente R$ 80 milhões, e projeta-se para 2013 um faturamento de R$ 120 milhões. Ou seja, nos próximos 4 anos a CAB já terá faturado valor superior ao de sua aquisição, e ainda terá mais 26 anos de contrato para explorar o  povo cuiabano, que já está sentindo no bolso os aumentos das contas de água, e a falta dela nas torneiras.


Alguns sites que publicaram este artigo:
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*João Ricardo Nogueira, é atualmente Consultor em Telecomunicações, foi Ex-Presidente da ACES – Associação Cuiabana dos Estudantes Secundaristas, e Ex-Presidente da AME – Associação Matogrossense dos Estudantes, tendo como principais conquistas durante seu mandato a frente do Movimento Estudantil, a reconquista da Meia-Entrada, e a conquista o Passe Livre em Cuiabá. (www.jrnogueira.blogspot.com.br)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Quem ganhou a eleição?"
                                                    Por João Ricardo Nogueira*

É no mínimo estranho ver que na alegria de "alguns" dos ditos "vencedores" do processo eleitoral, existe prazer em tripudiar sobre a dor alheia, escarnecendo da tristeza dos ditos "derrotados".

O fato é que, só dá pra dizer quem é vencedor ou perdedor, após os 4 anos de mandato. Se ganhar, ganham todos e se perder, perdem todos, a não ser, é claro, os que têm algum tipo de benesse, vantagem, cargo público, etc., com determinado grupo político partidário.

Fora isso, colheremos todos juntos os resultados da futura gestão, e por isso temos que fazer o possível para que as coisas andem a favor de toda a população, a despeito das nossas torcidas particulares.

O tempo e a experiência, nos mostram que o sucesso depende de todos nós, e que ninguém melhora sozinho nem a si próprio, quem dirá ter a pretensão de mudar as vidas de quem depende de políticas públicas. Essa responsabilidade é de todos, todos os dias!

Pois no final o que faz a diferença, é o tipo de pessoas que escolhemos ser, bem como aquelas que escolhemos para estar ao nosso lado. Afinal, a história vai registrar e demonstrar, quem estava certo ou errado, pois é como o diz o dito popular, "nada como um dia atrás do outro".

Poderia eu aqui, citar vários exemplos e fatos históricos, que demonstraram com o tempo, que o que parecia certo se demonstrou errado, ou que parecia vitória demonstrou-se derrota coletiva, mas espero eu sinceramente estar equivocado em meus julgamentos e opiniões, pois assim como a grande maioria daqueles que gostam de política, eu também luto por uma sociedade melhor.

Finalizo este artigo, citando Aristóteles quando disse que: “A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”, por isso reafirmo, que Lúdio Cabral e Ana Regina com certeza mereceram o meu apoio, e merecem minhas homenagens, pois assim como disse Agostinho, possuem os dois principais atributos da esperança, a indignação e a coragem; a indignação que nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem de lutar para mudá-las. Por isso quero publicamente agradecer, a honra que tive de os ter apoiado nesta caminhada, que ao meu ver, foi vitoriosa, pois resultou na conquista de 140.798 votos livres e conscientes. Afinal como disse Rousseu:

"Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico,
que possa comprar alguém, e ninguém seja tão pobre,
que tenha de se vender a alguém."


Alguns sites que publicaram este artigo:

► Site O Documento
► Site Hiper Notícias
► Jornal Folha do Estado - (Edição 31/10/2012 pág. 02)
► Site Mato Grosso Notícias
► Site Olhar Direto
► Site 24Horas News


* João Ricardo Nogueira, é Ex-Presidente da ACES – Associação Cuiabana dos Estudantes Secundaristas, e Ex-Presidente da AME – Associação Matogrossense dos Estudantes, tendo como principais conquistas durante seu mandato a frente do Movimento Estudantil, a reconquista da Meia-Entrada, e a conquista o Passe Livre em Cuiabá. (www.jrnogueira.blogspot.com.br)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Os Homens da História
                                                                                          *Por João Ricardo Nogueira




“Ser grande, é abraçar uma grande causa.”                             (William Shakespeare)

Na noite desta quarta-feira (24/10) recebemos em Cuiabá uma das mais importantes personalidades políticas da América Latina de nossos tempos, o Ex-Presidente Lula, um homem do povo, de origem simples, mas que tornou-se presidente de nosso país, e fez um governo verdadeiramente voltado para os que de fato mais precisam do estado, a população mais carente deste país, que pela primeira vez na história, teve vez, e voz que os representasse de verdade.

Lula veio a Cuiabá, em apoio ao futuro prefeito Lúdio Cabral, outro homem que assim como o ex-presidente, também tem sua trajetória de vida marcada pela luta na defesa dos que mais precisam, a população mais carente.

Em seu discurso, a uma verdadeira multidão de aproximadamente 20 mil pessoas, Lula afirmou que a palavra correta para o trabalho de um prefeito não é “governar”, e sim “cuidar da cidade e do povo".

O ex-presidente ressaltou que a atenção do prefeito deve ser igual para todos, e olhando para Lúdio afirmou: “Você vai ser eleito para cuidar de todos, rico, classe média, pobre... Mas tem que cuidar do povo que nem uma mãe cuida de seus filhos, sobretudo com igualdade. Mas sempre dando um ‘chameguinho’ a mais para quem precisa, porque a verdade, nua e crua, é que o rico não precisa da prefeitura como o pobre precisa”.

Mais do que carisma, oratória e um bom programa de governo, um bom prefeito precisa ter sensibilidade social, precisa ter a capacidade de sentir o clamor do povo, pois que pese nosso país tenha dado um grande salto na melhora da qualidade de vida, e de oportunidades nos últimos anos, infelizmente Cuiabá não acompanhou no mesmo ritmo, pois neste período, tivemos a frente de nossa cidade, gestores mais preocupados com outras coisa, que não o bem coletivo, e por isso, estamos amargando nossa atual realidade.

Como disse Lula em sua fala, ele provou que é possível fazer um governo voltado para os interesses do povo, e é isto que queremos em Cuiabá, um governo municipal que tenha como prioridade o bem coletivo de nossa sociedade, e não um governo voltado aos interesses privados de grupos econômicos. Afinal já vimos do outro lado da ponte, no que deu esta história de dito "Bom Gestor". Várzea Grande se arrepende amargamente do dia em que escolheu este equivocado caminho, e por isso, não cometeremos o mesmo erro aqui em Cuiabá, onde no dia 28, vamos eleger Lúdio Cabral o nosso próximo prefeito.

Finalizo este texto, deixando para reflexão de todos uma frase, que nos traz a lembrança o que acontece, quando os interesses econômicos se sobrepõem aos interesses do bem coletivo.


"A pobreza não é um acidente. Assim como a escravização e o Apartheid, a pobreza foi criada pelo homem e pode ser removida pelas ações dos seres humanos."
                                                                                               (Nelson Mandela)



* João Ricardo Nogueira, é Ex-Presidente da ACES – Associação Cuiabana dos Estudantes Secundaristas, e Ex-Presidente da AME – Associação Matogrossense dos Estudantes, tendo como principais conquistas durante seu mandato a frente do Movimento Estudantil, a reconquista da Meia-Entrada, e a conquista o Passe Livre em Cuiabá. (www.jrnogueira.blogspot.com.br)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Carta Aberta aos Cristãos Cuiabanos
                                                              Por João Ricardo Nogueira*

Quero iniciar esta carta aberta aos cristãos cuiabanos, citando um pensamento de Montesquieu, que afirma que: “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos.”, pois acredito que a omissão nos torna cúmplices dos erros, pois como está escrito em Tiago 4:17, "peca todo aquele que sabe fazer o bem, e não o faz", por isto não posso e não consigo admitir ver o povo de Deus, sendo manipulado por interesses políticos dos mais sórdidos na defesa de interesses escusos, pois sei que meu povo não o faz por mal, mas por ingenuidade e por ma fé daqueles que se utilizam desta ingenuidade para ter vantagens no processo eleitoral.


Historicamente, temos sido vítima de manipulação da direita em nosso país, foi assim no período da Ditadura Militar quando vários setores da Igreja no Brasil, defenderam o golpe militar, na crença de que faziam o melhor, pois estavam assim evitando o mal maior que seriam os comunistas "comedores de criancinha" como diziam na época, e sem saber estavam sendo cúmplices e coniventes com uma das maiores barbáries da história brasileira, que perseguiu, torturou e matou milhares de inocentes que ousavam defender a democracia.

Exemplos como este tem se repetido em todas as recentes eleições em nosso país, pois a direita tem conseguido manipular os cristão, afim de mantê-los na ignorância política e garantir assim o controle das opiniões e conseqüentemente dos votos. Graças a Deus esta situação não é geral, pois sempre existem aqueles que conseguem enxergar os reais interesses por de trás dos supostos defensores da moral e dos bons costumes.

Não precisamos ir longe para ver como o comitê da maldade age em nosso meio, na eleição passada, houve uma grande campanha na internet dizendo que a então candidata Dilma Rousseff teria afirmado publicamente que: “nesta eleição nem mesmo cristo querendo, me tira essa vitória”.

O estranho neste caso, é que alguém com o mínimo de lucidez, consiga acreditar que a Dilma Rousseff, ou qualquer outro candidato em plena campanha eleitoral fizesse publicamente e muito menos para a imprensa, uma afirmação absurda como esta, mesmo que isto refleti-se sua opinião, o que não acredito ser o caso.

Mas o que foi mais estranho ainda nesta história, é que uma suposta afirmação como esta, não foi divulgada por nenhum meio de comunicação, e nem mesmo foi explorada politicamente durante o horário eleitoral gratuito pelos adversários de Dilma Rousseff na época.

A mim na época já estava claro, mas agora é fato, de que não passava de uma campanha caluniosa para difamar a candidata do PT, tentar fazer de nós cristãos meras marionetes a serem usadas de maneira maldosa e inescrupulosa, na defesa de interesses sórdidos e eleitoreiros.

Agora em Cuiabá estamos vendo a história se repetir, tentam a todo custo imputar ao candidato Lúdio Cabral, a pecha de ser um defensor do aborto e das drogas, mesmo sabendo eles que o Lúdio é contra o aborto e a liberação das drogas, pois assim como nós trata-se de um cristão, que por respeito ao evangelho sequer se utilizou deste fato para se defender. Mas quem o conhece e sabe de sua história e trajetória de vida, sabe de seus princípios morais e de sua postura ética.

Não quero aqui tapar o sol com a peneira, mas é preciso esclarecer a toda  a população e em especial aos cristãos, que o que existe é uma resolução da Juventude do PT, que trata-se de uma  parcela do partido, onde defendem a descriminalização do aborto. Ou seja não trata-se de uma decisão do partido enquanto entidade, pois em seu estatuto não existe esta deliberação.
Mas o que temos visto é uma campanha generalizada, que na tentativa de convencer a nós cristãos, afirma que todo petista é um defensor do aborto, e que por isto quem é cristão não deve votar em candidatos do PT.

Dito isto, não podemos taxar todo petista de defensor do aborto, pois a história está cheia de grandes exemplos de decisões equivocadas, que foram tomadas por parcelas de determinadas instituições e de maneira temporal, as quais se formos generalizar, poderiam macular até hoje a nós mesmos por exemplo, pois em nome do cristianismo já foram cometidas os mais diversos equívocos históricos, como as cruzadas e a inquisição por exemplo, isto para não falar na venda de indulgências entre outros absurdos cometidos em nome de cristo e dos cristãos.

Esta campanha eleitoral, mais uma vez trouxe a pratica do comitê da maldade, pregando mentiras de toda ordem para tentar enganar a população. Mas a nós cristão, não existe a opção da omissão, pois como disse o Pastor Batista norte-americano Martin Luther King “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”, está afirmativa deve nos motivar a não nos omitirmos diante das injustiças, que temos visto serem praticadas e replicadas por muitos nesta campanha.

Por fim quero aqui trazer uma breve definição dos motivos que me levaram durante toda a minha vida a me identificar com os partidos de esquerda, mesmo que infelizmente a maioria dos cristãos tradicionalmente apoiem a direita em nosso país, por questões históricas do período da guerra fria como já expliquei acima.

A origem dos termos de direita ou de esquerda, utilizadas na definição dos partidos políticos, remonta à Revolução Francesa, onde os membros do Terceiro Estado, que almejavam uma mudança na forma de governo vigente, se sentavam à esquerda da assembléia, enquanto os do clero e da nobreza, que desejavam a conservação da forma de governo, se sentavam à direita.

Ou seja, os que defendiam os interesses da coletividade eram definidos como de esquerda e os que defendiam os interesses da classe dominante eram os de direita, como claramente ainda vemos hoje, os partidos de direita sempre defendendo interesses dos grupos econômicos e os de esquerda sempre envolvidos com a sociedade civil organizadas nas lutas populares, e de interesse dos menos favorecidos.

Dito isto, quero recomendar a leitura de um trecho das escrituras sagradas que encontram-se no livro de Mateus 25:31-46, onde fica claro qual deve ser o papel social do cristão, em relação ao qual, deixo apenas uma indagação para a reflexão de todos. Quais de fato são as instituições, e que tipo de militante se enquadra neste papel social defendido na Bíblia, os de esquerda ou os de direita?

Por fim quero dizer que não existe organização humana perfeita, muito menos organizações político-partidárias, mas o que não é admissível é a nossa omissão neste processo, pois acredito que como pessoas de bem temos obrigação de ao menos tentar mudar a realidade em que vivemos, e isto se dá em parte pela participação nas decisões políticas de nossa sociedade.

Mas não podemos ser como atletas de final de semana, que apenas em períodos eleitorais se manifestam, pois assim como o atleta de final de semana não alcança os resultados esperados, e ainda corre o risco de prejudicar sua saúde por extremos esporádicos, assim também nós devemos ser atuantes e relevantes nas mudanças de nossa sociedade para garantir assim o êxito almejado, através de uma atuação consistente na busca de nossos ideais de justiça, igualdade e solidariedade.

Encerro esta carta aos cristãos cuiabanos deixando para reflexão uma frase que gosto muito dita por James Baldwin ao Pr. Martin Luther King, que diz que:

“Nem tudo o que enfrentamos pode ser mudado,
Mas nada pode ser mudado enquanto não for enfrentado.”

* João Ricardo Nogueira,  é cristão evangélico membro da Igreja Batista Boas Novas, foi também Presidente da ACES – Associação Cuiabana dos Estudantes Secundaristas, e Presidente da AME – Associação Matogrossense dos Estudantes, tendo como principais conquistas durante seu mandato a frente do Movimento Estudantil, a reconquista da Meia-Entrada, e a conquista o Passe Livre em Cuiabá. (www.jrnogueira.blogspot.com)

Obs. Quero ressaltar, que minhas opiniões expressas neste artigo, são de  ordem pessoal e não refletem a opinião de minha Igreja, ou de nenhum candidato ou partido político.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Meritocracia em Vendas


Por João Ricardo Nogueira

É comum olhar para o espelho na hora de receber o crédito pelo sucesso, mas olhar pela janela ao tentar justificar um fracasso.

Aristóteles já dizia que:
“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”

Meritocracia, o tema que pretendo abordar neste artigo, pois acredito ser esta a melhor política de reconhecimento, quando se trata de equipe de vendas.

Em minha equipe, temos uma brincadeira que chega a ser cruel, mas verdadeira. Dizemos que “Vendedor não tem passado”.
Apesar de falarmos brincando, esta frase é a mais pura realidade em qualquer equipe de vendas, de qualquer empresa, pois basta um vendedor deixar de apresentar os resultados esperados, que provavelmente em pouco tempo será cortado da equipe.

Mas quero aqui chamar a atenção para o outro lado da mesma moeda, falando da postura equivocada que algumas empresas adotam quando colocam todos os talentos de sua equipe, na mesma condição.

Acredito que toda equipe de vendas, deve ser vista como um time, que busca coletivamente um resultado comum, mas onde cada jogador deve fazer a sua parte na busca da vitória.

No caso da equipe de vendas, a vitória é a conquista da meta, onde cada um deve buscar superar seus objetivos individuais, tendo em vista que faz parte de uma equipe, na qual deve ajudar a construir um resultado final positivo, muitas vezes, suprindo a cota de colegas que não alcançaram um bom resultado.

Desta maneira, a empresa promove o espírito de time na equipe de vendas, mas como em um time, os jogadores que fazem os gol’s devem ser destacados, sendo reconhecidos de modo diferenciado.

É claro que nem sempre os mesmos jogadores farão gol. Afinal, cada partida tem seu resultado de acordo com as oportunidades que cada jogador consegue criar, para efetivamente marcar o gol.

Uma coisa é certa: todos farão o máximo pela superação de suas metas individuais e coletivas, desde que tenham convicção de que a política de reconhecimento da empresa preza pela equidade no julgamento dos resultados individuais.

Do contrário, possivelmente veremos o outro lado da moeda, onde ao invés do profissional ser cortado da equipe, este é quem se desliga da mesma, e busca uma nova equipe, onde encontre os valores que acredita serem justos.

Afinal de contas, jogador que sempre marca gol, é sempre disputado por outros times, com a diferença de que o profissional de vendas é dono de seu próprio passe, e tem liberdade para escolher o time que quer integrar.

Por isso, acredito que as empresas que queiram garantir um bom time de vendas, devem achar o meio termo na hora de definir suas políticas de reconhecimento e incentivo.

A política de reconhecimento e incentivo deve garantir que toda a equipe de vendas, esteja sempre motivada a alcançar e superar suas metas individuais e coletivas. Isso deve acontecer de maneira que cada profissional, queira ser o destaque do mês, mas de modo que não crie inveja ou ciúme, mas sim orgulho nos demais colegas da mesma equipe; afinal como em um time, a equipe deve fazer parte da conquista, que necessariamente deverá ser coletiva.

E este mesmo conceito deve ser aplicado em todas as áreas da empresa, criando-se metas e recompensas específicas para cada área, fazendo com que cada colaborador da empresa, se sinta parte integrante do time, tornando-se co-responsáveis pelas metas da organização, e sentindo-se orgulhosos pelo resultado final, alcançado por sua organização.

Uma boa maneira de se fazer isto, é com a famosa participação nos resultados, onde cada membro do time, da diretoria aos gandulas, recebam uma recompensa como reconhecimento de seus méritos individuais na conquista coletiva.

Esta prática, já utilizada por várias empresas no Brasil, se bem aplicada, será um grande diferencial não só na equipe de vendas, mas em toda a organização, que sairá vitoriosa deste processo.

Finalizo meu artigo, falando aos pessimistas de plantão, que já devem estar pensando que isto é muito complicado e que só funciona em grandes organizações. Para estes, quero deixar para reflexão uma frase de Albert Einstein, que diz:

“Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado,
mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.”


Alguns sites que publicaram este artigo:

Jornal Folha do Estado - (Edição 26/09/2010 pág. 03)

terça-feira, 25 de março de 2008

"Neste luto, a luta começou"


Por João Ricardo Nogueira*

"Pode-se dizer que tudo começou ali - se é que se pode determinar o começo ou o fim de algum processo histórico. De qualquer maneira, foi o primeiro incidente que sensibilizou a opinião pública para a luta estudantil. Como cinicamente lembrava a direita, era o cadáver que faltava".
(trecho do livro 1968 - O ano que não terminou, de Zuenir Ventura)


Há 40 anos, no dia 28 de março de 1968, durante confronto entre estudantes e a polícia no restaurante Calabouço, centro do Rio de Janeiro, com um tiro no coração, morria o primeiro estudante assassinado pela ditadura, o estudante Édson Luís de Lima Souto, baleado no peito pelo comandante da tropa da PM, o aspirante da polícia Aloísio Raposo.

Logo após o assassinato, o corpo de Édson Luís, foi levado até a Assembléia Legislativa, onde o velaram, e de onde cerca de 50.000 pessoas o acompanharam em passeata, até o Cemitério São João Batista, onde foi sepultado.

A frase de uma mãe que presenciou o enterro do estudante entrou para a história: "podia ser meu filho". O assassinato do jovem causou indignação geral, os presentes no sepultamento ouviram o juramento dos estudantes: "Neste luto, a luta começou".

No período que se estendeu do velório até a missa da Candelária, realizada em 2 de abril, foram mobilizados protestos em todo o país, principalmente no Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília.

Sua morte marcou o início de um ano turbulento de intensas mobilizações contra o regime militar que endureceu até decretar o chamado AI-5.

No dia 26 de junho de 1968, uma manifestação de protesto pelo assassinato de Édson Luís, reuniu milhares de pessoas no centro do Rio de Janeiro, na região conhecida como Cinelândia.

A manifestação que veio a ser conhecida como Passeata dos Cem Mil, representou um dos mais significativos protestos no período ditatorial do Brasil, designado por Anos de chumbo.

Durante a manifestação, os estudantes não cansavam de repetir:
"MATARAM UM ESTUDANTE. PODIA SER SEU FILHO".

Relembrar essa fatídica história, mais do que contar a luta dos estudantes, e honrar a memória daquele que veio a se tornar um mártir do movimento estudantil brasileiro, tem a intenção de mostrar, o quanto custou o direito a liberdade de expressão e a democracia em nosso país, que hoje é tão mal exercido.

Mal exercido, pelo simples fato de não darmos o devido valor ao nosso voto, direito conquistado com a vida de muitos Édson’s, e que hoje infelizmente se tornou objeto de barganha para aquisição de algum proveito pessoal, ou seja compra e venda de voto.

Ainda não compreendemos que o Voto, nada mais é do que uma Procuração, porém uma procuração dada em branco, para alguém nos representar por 4 ou 8 anos, como bem quiser. Você teria coragem de dar uma procuração a um desconhecido ou mesmo não acompanhar o que ele faz em seu nome?

Seja responsável por seus atos, deixe de colocar a culpa de todos os males sociais nos políticos, e assuma sua responsabilidade de cidadão, exerça seu direito com a consciência de que vidas foram dadas por esse direito. Lembre-se que seu voto não tem preço, mas terá conseqüências.

Finalizo este texto, afirmando que juntos podemos fazer a diferença, basta querer e fazer a nossa parte, pois como disse James Baldwin a Martin Luther King:

“Nem tudo o que enfrentamos pode ser mudado,

Mas nada pode ser mudado enquanto não for enfrentado.”

* João Ricardo Nogueira, foi Presidente da ACES – Associação Cuiabana dos Estudantes Secundaristas, e Presidente da AME – Associação Matogrossense dos Estudantes, tendo como principais conquistas durante seu mandato a frente do Movimento Estudantil, a reconquista da Meia-Entrada, e a conquista o Passe Livre em Cuiabá. (www.jrnogueira.blogspot.com)

Alguns sites que publicaram este artigo:

Site Olhar Direto

Site 24 Horas News

Site Mato Grosso Mais

Blog do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso

Jornal Página Única

KGM Comunicação, Marketing e Pesquisas